Partindo da Base

Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

domingo, outubro 09, 2005

Africa

África precisa de boa gestão!
O orçamento anual da maioria dos governos africanos depende de financiamentos externo. Os povos africanos estão fartos de ver seus ministros das finanças a percorrerem o mundo a pedir apoios. O Estado Moçambicano é um exemplo clássico disso.
Cidade de Luanda
Não há razão para a África continuar a viver de esmolas. Não se justifica que a Africa seja tão pobre. O nosso continente não é pobre. Precisa de uma boa gestão dos seus recursos. Africa precisa de dirigentes com visão . Os líderes e o sector privado africanos podem unir as forças para fazer do continente um lugar melhor do que é hoje. Os esforços feitos em todas as áreas do desenvolvimento esbarram em pesadas burocracias. É indispensável garantir a segurança. Os obstáculos observados na circulação de pessoas e bens, no âmbito das actividades não permitem assegurar a subsistência.
Cidade de Maputo
A corrupção dos dirigentes é um problema sério no caminho do desenvolvimento. A educação é um exemplo de regressão dos serviços nacionais. Nos primeiros anos das independências, os governos assumiam os encargos da escolaridade das suas populações. Até ao ensino universitário, o ensino era gratuito. Os filhos dos pobres recebiam bolsas que lhes permitiam prepararem-se para os desafios do futuro. Hoje, os órgãos de decisão fazem de conta que já se esqueceram do passado. Deveriamos redefinir África neste século XXI, fazer deste projecto uma realidade. Deveriamos assumir a responsabilidade para que a aldeia mundial que reclamamos seja traduzida em acções. O tempo de discursos já passou, as discussões sobre a igualdade entre o homem e a mulher, sobre a juventude, sobre as meninas e rapazes dividem as pessoas. Podemos criar riquezas suficientes para levar a cabo com êxito os programas nacionais sem memdigar financiamentos. Para tal, só é possível com a condição de que os governos criem um ambiente favorável para as empresas africanas prosperarem e os empresários circularem pelo continente. Quanto à pobreza e ao subdesenvolvimento, estes dois flagelos relacionam-se com a corrupção endémica, impunidade, ausência do Estado de Direito.
Cidade da Praia
O sector privado africano não é só parceiro, mas também um grupo de pressão que contribui para a boa governação e garante uma boa gestão dos recursos disponíveis. O que nos faz ficar pobres não é a falta de recursos, mas as decisões erradas sobre os recursos. Temos recursos minerais, faunísticos, marinhos, petróleo, gás, cereais, madeira, que não bneficiam os africanos. Produzimos algodão, não temos uma única fábrica têxtil. Milhões de terras aráveis subaproveiradas, enquanto morremos de fome. Recursos hidrícos que terminam no mar e as nossas machambas secam por falta de água. Mais que pobreza material ou de recursos, Africa é vítima de pobreza espiritual. Dirigentes africanos ficam vislumbrados com coisas boas que apreciam nos países onde pedem esmola, mas nada fazem em prol dos seus povos.