Partindo da Base

Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Governo põe Justiça de lado

Stop ao Crime Organizado!
Ninguém está livre de criminalidade em Moçambique. Ela está aumentando. Os que deveriam fazer algo para inverter a situação parece não terem políticas concretas para o combate contra o mal. Se as têm, não passam de uma fachada. O crime organizado é uma ameaça séria à Justiça e ao Estado de direito democrático. O Governo já não tem moral para aplicar justiça, combater a corrupção e a criminalidade, pois, os seus membros se conotam com esses actos. O Governo só faz uma coisa boa: discursos baratos. O Governo finge fazer algo quando nada faz. Os que tentam fazer algo ou se identificam na luta contra a corrupção e a criminalidade são vistos pelo regime como os principais obstáculos e, por isso, alvos a abater. O jornalista Carlos Cardoso que enfrentava a corrupção e o crime organizado foi o primeiro a ser abatido. Antes da sua morte, Cardoso estava a investigar o maior escândalo do desvio de uma soma de 144 biliões de meticais desaparecidos no extinto Banco Comercial de Moçambique (BCM), no qual estão envolvidos intocáveis ligados ao poder. Aníbal dos Santos Júnior (Anibalzinho), o cabecilha dos assassinos que mataram Cardoso, numa carta publicada pelo Savana a 6 de Setembro(...), afirma que “os verdadeiros autores morais são indivíduos ligados ao partido Frelimo”. Sabemos que as duas fugas de Anibalzinho tenham ocorrido em virtude de um ou vários cabecilhas de assassinato de Cardoso estarem em liberdade, a ocuparem altos cargos no Governo e a gozarem de vida luxuosa, fruto de um trabalho aturado: silenciamento eterno dos que lutam por um Estado de justiça. Anibalzinho vai ser julgado em Dezembro próximo e sabemos que nada trará de novo, pois, pensamos nós, prefere morrer na cadeia deixando com a sua família a fortuna compensante. Mataram António Siba Siba Macuácua, ex-PCA do Banco Austral quando preparava um relatório que devia ser entregue nos dias subsequentes a ABSA, o novo proprietário sul-africano do Banco. Antes da morte, Siba Siba estava em vias de levantar acções contra devedores do banco. Então, a sua morte “foi uma forma de os beneficiários dos empréstimos: indivíduos ligados à Frelimo, aos serviços de segurança, ao Governo ou a pessoas que o partido favorecia incluindo oficiais das forças armadas, concedidos sem garantias reais de devolução, dizer que não iriam admitir quaisquer acções judiciais”, tal como refere o Savana de 09 de Agosto de 2002. Ao matarem Siba Siba, para além de vedar que investigações do processo sejam levadas a cabo, querem que o povo continue a não conhecer os nomes dos grandes devedores do Banco Austral, e aqueles que, não sendo devedores, roubaram também por qualquer forma. Não duvidamos nem tão pouco que os assassinatos a tiro do ex-director da cadeia Central de Maputo, vulgo BO, Armando Ossufo e José Zumbire (ex-director do Serviço de Informação e Segurança do Estado-SISE) por envenenamento, tenham se tratado de uma lavagem do dinheiro roubado ao Banco. Esses malogrados conheciam as pessoas ligadas ao crime que temos vindo a mencionar. Pensamos que eles foram usados nas duas fugas de Anibalzinho da BO e que foram, por isso, eliminados do mapa, para que possa persistir a Lei do Silêncio que plaina no seio dos nossos dirigentes no que concerne à divulgação de escândalos e a punição dos seus mentores. O Governo demonstra-se incapaz de garantir segurança aos seus cidadãos. Inclusive quando se sabe que pessoas a serviço do estado estão a sofrer ameaças de morte não são concedidos uma segurança extraordinária. À semelhança de Armando Ossufo que morrera a tiro no ano passado, era de esperar que Microsse fosse morto, ainda que este tivesse denunciado em declarações à Lusa, a existência de uma “rede corrupta” no interior da prisão, ameaçando funcionários de substituição com um contingente de 500 novos guardas. “Há uma rede grande composta por funcionários que me querem destituído, mas não vou vergar, porque o meu objectivo é acabar com actos corruptos e trabalhar no sentido de reeducar os presos, de modo a se reintegrarem na sociedade,” disse. Os actuais guardas são propriedade privada dos funcionários corruptos, que vivem de favores dos reclusos, disse Microsse, em Março deste ano. Por isso, causa nos espanto quando a titular do pelouro da Justiça, Esperança Machavele veio ao público esta semana afirmar que não sabia que Microsse estava a ser ameaçado de morte. Sabemos que ninguém se interessará por investigar o seu caso para encontrar os autores morais e materiais da sua morte. Os que lutam pela honestidade são sempre silenciados ou afastados dos esquemas de governação. É o famoso ditado “pela boca morre o peixe”. Vimos há dias, a consumação do fim da Unidade Anti-Corrupção liderada pela implacável Isabel Rupia, e, em seu lugar foi criado o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC). Na liderança deste novo Gabinete cujas atribuições não se diferem das da UAC, foi nomeado Rafael Sebastião, que, nos últimos cinco anos congelou os processos autónomos de “Caso Carlos Cardoso” e “Caso Siba Siba Macuácua”. Rupia era um “incómodo”. Rupia está envolto com zonas de penumbra e tudo indica que ela era um alvo a abater, porque, informações indicam que antes de ser exonerada estava a investigar casos em que consta o nome do director geral das Alfândegas de Moçambique, Barros Santos. Rupia seguia, uma pista de importação de mercadorias sem que os importadores pagassem devidos direitos. Neste caso, de importação, Rupia estaria prestes a iniciar investigações ao partido Frelimo que teria importado mercadorias sem pagar direitos. Sabemos através do Savana de 09 de Setembro de 2005 que “Rupia estava a mover acções contra o presidente do Conselho da EDM, Vicente Veloso, a direcção do INAHINA e o caso das famigeradas bolsas de estudo envolvendo o ex-ministro da Educação, Alcido Nguenha.” A exoneração de Rupia deixou claro que o Governo, embora sob o slogan “combate ao espírito de deixa andar”, está por ele possuído. O gangsterismo tomou conta do Estado. Estamos numa tristeza profunda, pela forma como algumas pessoas acumulam tanto dinheiro, constroem mansões e compram carros de luxo. Estamos cansados de discursos e sem nenhum trabalho sério. Exigimos que a Justiça respeite os seus compromissos e faça tudo para esclarecer os pontos obscuros que ainda pairam sobre o caso Cardoso, tanto quanto deve levar a cabo investigações, de modo a esclarecer os restantes casos cujos processos se encontram trancados nas gavetas a sete chaves. Chamamos particular atenção à necessidade de segurança dos directores da cadeia central de Maputo. Não queremos que a titular da pasta da justiça venha amanhã declarar ao público que não sabia que Anlaue Cheia Nacore Idonbe, actual director interino da BO, estava a ser ameaçado de morte após este ter sido assassinado. Admitimos a possibilidade, tal como já nos acostumaram. Indobe também já foi vítima de um atentado de morte, quando ainda exercia funções de director da maior penitenciária da província de Gaza.Stop ao crime organizado! Para ler mais sobre o desfalque dos astronómicos valores nos Bancos Austral e Comercial, o julgamento de alguns assassinos relacionados com Cardoso, sobre o caso Siba Siba e entre outras informações afins, dê um “clique” no seguinte site: http://www.mol.co.mz
* De esquerda a direita fotos do jornalista Carlos Cardoso do economia Siba Siba Macuacua.

5 Comments:

Blogger malu said...

Entendo que o crime está mais organizado que as próprias instâncias da Justiça, tal é que alguns comentários sugerem que os depostos detentores, por exemplo, da pasta do interior, mas sem muita precisão mesmo, lideram grupos organizados do crime e na altura citando como exemplo do deposto Manuel António, dizia-se que ele a partir de Manica dirigia alguns bandos do crime para desestabilizarem a cidade e outros locais com o fito de fazer desacreditar o seu sucessor, Almerino Manhenje.

sexta-feira, novembro 04, 2005 4:46:00 da tarde  
Blogger Verdades, Mentiras e Ficção said...

Vamos ver se até ao fim do mandato a equipe do “combate ao espírito de deixa andar” terá mesmo o combatido! Senhor, isto está difícil e pelo que acho, a oposição deveria desaparecer desta cena da politica porque pelo que vemos, ela está se demonstrando incapaz de lutar pela Justiça em Moçambique!

sexta-feira, novembro 04, 2005 4:54:00 da tarde  
Blogger Aleksey said...

Splogs clog blogosphere
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sexta-feira, novembro 04, 2005 5:42:00 da tarde  
Blogger Howard said...

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sexta-feira, novembro 04, 2005 7:27:00 da tarde  
Blogger Partindo da Base said...

Devo ser sincero e dizer que este artigo surgiu como um trabalho de escrita de um Editorial encomendado pela Professora de Língua Portuguesa, Redacção e Expressão Oral IV, a Dr. Sofia Ilale.

segunda-feira, novembro 14, 2005 1:15:00 da tarde  

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