Partindo da Base

Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Fabrica de Caju em Gaza

MANDLAKAZE- A Fábrica de descasque da castanha de caju em Mandlakaze que se encontrava encerrada de há um tempo para cá, vai recomeçar o seu funcionamento a partir do presente mês de Janeiro. Estes dados foram revelados em exclusivo ao A TribunaFax por Álvaro Madeira, sócio maioritário, tendo reiterado que a fábrica vai contar com nova tecnologia indiana e, numa primeira fase vai empregar cerca de 300 trabalhadores. "A indústria vai arrancar nos meados de Janeiro com um investimento inicial de 500 mil dólares americanos e, numa primeira fase vai empregar dentre 250 a 300 trabalhadores, ao que o número subirá para uma média de 400 trabalhadores, pois o sistema de descasque é semi-mecânico." Para o arranque deste empreendimento, o novo patrão conta comprar a castanha de caju junto às populações, o facto de até agora não o terem feito, " prende-se com alguns aspectos burocráticos", defende-se Madeira. À partida serão compradas mil toneladas de castanha de caju a um preço de 8 mil meticais por quilograma, o mesmo podendo baixar dependendo da qualidade do produto.. "Já começamos a moldar a fábrica com uma nova tecnologia de fabrico indiano e constituímos ao nível da província de Gaza, os primeiros a funcionar numa indústria de caju antiga e utilizando a nova tecnologia," anunciou Madeira sublinhando que a amêndoa a ser processada, será importada maioritariamente para os Estados Unidos da América, Holanda e Itália. Com relação à substância que da castanha de caju liberta-se ao descascá-la e susceptível de inflamar as mãos dos operários, Madeira disse que os operários vão usar óleo de rísio e ou de copa cru para evitar que as mãos inflamem, uma experiência colhida em algumas fábricas de descasque da castanha de caju no Norte do País, que funcionam dentro dessa lógica. Madeira deu a conhecer ao A Tribuna Fax que "se houver políticas favoráveis poderemos no futuro, construir uma fábrica de raiz nossa, ou poderemos, ainda, entrar em acordo com os proprietários desta, para reabilitá-la." Desde o ano 2002, cinco trabalhadores guarneciam as instalações e sem auferirem salários. Sobre a questão, madeira disse que “"rubricamos um acordo com os cinco guardas e quando a fábrica começar a funcionar, vamos pagar os salários" Francisco Ezequiel Guambe, um dos guardas contou que "entramos em acordo no sentido de os actuais patrões pagarem nos 50% até final de 2006 e os restantes 50% a serem pagos até 2007." Por seu turno, Roque Silva Júnior, administrador do distrito de Manjacaze disse ao A Tribuna Fax que para além da abertura da fábrica de descasque de castanha de caju de Manjacaze, vai ser reaberta ainda neste ano e com outros empreendedores, mais uma localizada nas Laranjeiras, proximo da sede do distrito.