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Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

domingo, junho 04, 2006

Ao Nivel da Africa Austral

Currículos universitários insensíveis ao Meio Ambiente
MAPUTO – As faculdades dos países da África Austral, à excepção da África do Sul, Zimbabwe e Namíbia, não enquadram nos seus currículos o Direito Ambientalista, facto que além de colocar em risco as florestas, fauna e espécies marinhas, faz com que não haja capital humano que discutir sobre assuntos ligados ao Meio Ambiente e periga a existência do próprio Homem. Estas informações foram avançadas pelo coordenador de programas dos países lusófonos e ilhas do Oceano Índico, de ecossistemas costeiros e marinhos, Ebenizário Chonguiça, durante uma reunião de membros e do comité nacional da International Union Conservation Nature (União Internacional para a Conservação da Natureza), IUCN, realizada, ontem, na capital. De acordo com Chonguiça, no caso moçambicano, as acções humanas que intentam para a degradação do meio ambiente, não afiguram como crimes preconizados pela Lei. “A noção de crime em Moçambique é tudo, menos a violação dos acordos, acerca do meio ambiente, facto que põe em risco a própria existência do Homem”, disse. A fonte afirmou que no País o Direito Ambientalista ainda se está a interiorizar. Porém, considera que se deveria fazer algo mais para que, além de fazer o uso sustentável dos recursos naturais para a melhoria das condições económicas e sociais, se garanta a continuação da existência de ecossistemas em extinção e da floresta em constante deterioração. “Pretendemos que se valorize o ambiente, acima dos pilares económico e social, por causa dos ecossistemas e da fauna em extinção. Queremos incrementar a infiltração do reconhecimento da sustentabilidade do ambiente”. De acordo com Chonguiça, há ainda uma lacuna em África, no atinente aos membros que integram a IUCN. “Em África há um défice em termos de membros. Há poucos economistas ambientalistas, formados em Direito e, entre outros, filiados na IUCN”, disse. A fonte lamentou o menor desempenho dos africanos membros da IUCN, na luta pelo alcance dos propósitos para os quais a organização foi criada. “Os países Ocidentais vão aos congressos com temas para a discussão previamente preparados. Acabam tantas horas a discutirem, em defesa dos seus interesses e do meio ambiente dos seus países, o que já não acontece com os africanos. Vão aos congressos sem estar preparados, o que não optimiza as suas contribuições e, particularmente, a defesa dos interesses dos seus países, o que não se difere de não terem participado do mesmo”, explicou. Para o presidente do Conselho Nacional da IUCN, António Reina, o facto de a maioria da população moçambicana encontrar-se a viver no limiar da capacidade da vida, leva-a a usar tudo o que encontra à sua volta, perigando a vida animal e florestal. “Encontrámo-nos a viver na parte desfavorável da terra e na mais absoluta pobreza. Assim, as pessoas vão usar o que têm à sua volta sem olhar para trás, praticando, por exemplo, a desflorestação nas periferias de Maputo para fazer carvão, o que provoca erosão, falta de chuva, entre outros males, porque se não o fizerem, não terão como sobreviver”, disse Reina. Em relação ao meio ambiente na cidade de Maputo, Reina refere que o Conselho Municipal não consegue actuar sobre nada. Há um desregramento na ocupação do terreno, ocupação das estradas, não há acompanhamento dos esgotos, etc. Na opinião de Reina, a questão de lixo na cidade de Maputo constitui um problema que está longe de ser controlado. “Se as pessoas não forem integradas de forma séria, o problema de lixo não se resolve mais”, disse. O professor Arlindo Gonçalo Chilundo, coordenador do ensino superior no nosso País, disse que a introdução do Direito Ambientalista nas universidades constitui uma das centrais preocupações da Organização das Nações Unidas. “A United Nations Environment Program (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), UNEP, realizou uma reunião em Maio último, em Nairobi, Quénia, com o intento de convidar todas as instituições do ensino superior, a integrarem a componente ambiental no seu currículo. O guião que orienta as universidades no processo de transformação curricular visando adoptá-lo de sensibilidade para questões ambientalistas, está em língua inglesa. “Quando submeti o guião às instituições de ensino superior nacionais, foi aceite por apenas uma. Portanto, falta-nos traduzir o guião para a língua portuguesa”, disse Chilundo. Refira-se que a IUCN é uma organização internacional não privada, tem como membros algumas ONG’s e foi criada em 1948 na França, sob a iniciativa dos governos da França, Suiça e Nações Unidas, conta com mais de 138 países membros.

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