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Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

quarta-feira, junho 28, 2006

Policia Dispara Matando Cidadao

Não tenho informações (...) estava a proteger a filha do Presidente da Republica”

-Disse o vice-Ministro do MINT, Jose Mandra MAPUTO – Uma informação posta a circular via mensagem telefónica, SMS, indica que Abdul Faruk Monteiro Daúde, encontrou a morte na madrugada do passado sábado, 24 do corrente mês, na zona do Hospital Central de Maputo, através de baleamento disparadas por agentes que protegiam a filha do PR, Armando Guebuza. Esta informação ganhou mais consistência nos últimos dias, pois, a família do malogrado afirma que “os assassinos” de Daúde estavam a proteger a filha do Chefe do Estado. Reagindo a esta informação, o vice-ministro do ministro do Interior (MINT), José Mandra, disse ontem, não dispor de informações que indicam que os agentes em causa, estivessem a guarnecer a filha do PR. “Não tenho informações que indiquem que as forças de segurança estivessem a proteger a filha do Presidente da República. Os polícias têm o papel de patrulhar em qualquer lugar e hora”. Esclarecendo o incidente, Mandra disse que Abdul Faruk Monteiro Daúde foi morto pela polícia da Casa Militar, às três horas de madrugada do passado dia 24 do corrente mês, porque ele pôs-se em fuga, depois de ter acidentado duas viaturas, uma das quais pertença da polícia. “O malogrado estacionou a sua viatura na zona do cocunuts, na Av. da Marginal, no meio de outras duas. Ao arrancar, bateu o carro que estava à sua frente e quando tentou fazer a retaguarda, embateu o carro da polícia que também estava estacionado e em seguida pôs-se em fuga, inclusive quando a polícia deu-lhe ordens de parar. A Lei permite que se use todos os meios quando há desobediência. A polícia começou a disparar e mesmo assim, a vítima não parou. Porém, só foi possível imobilizar Daúde na Av. Eduardo Mondlane, depois de a polícia ter disparado e furado um pneu. Foi em seguida, constatado que ele havia sido atingido por dois tiros, um no joelho, um outro no abdómen e que veio a morrer no Hospital Central de Maputo (HCM), às nove horas do mesmo dia”, conta Madra. Em resposta a pergunta colocada pelos jornalistas, segundo a qual como é que se explicava que Daúde tivesse sido morto em fuga, se dentro da viatura na qual se fazia transportar não há sangue e como foi atingido no joelho, Madra disse que “o caso está sendo investigado pela Polícia de Investigação Criminal, PIC, e haverá esclarecimentos”. Segundo Madra, a sua aparição pública surge, fundamentalmente, devido às retrocitadas informações postas a circular e tem como objectivo esclarecer em que circunstâncias ocorreu aquele incidente porque, segundo afirmou, para além de referir que os polícias estavam a guarnecer a filha do PR, o assunto toca directamente a Lei e Ordem. O vice-ministro afirmou mais adiante, que o incidente teve lugar nas vésperas do feriado nacional e que, “mesmo que os polícias que mataram Daúde não estivessem em missão de serviço, mas a usufruir do fim de semana, não era fundamental saber se estavam ou não em missão de serviço. O caso é o facto, (a morte de Daúde) e que está a ser investigada pela PIC”. Num outro desenvolvimento, o vice-ministro, afirmou, porém, que os polícias em causa, estavam em missão de serviço. “São nossos colegas da Casa Militar que são chamados a intervir caso ocorra infracção. Estavam a cumprir uma missão”, disse Madra. Madra respondeu assim à imprensa, quando perguntado quê motivo teria havido para convocar uma conferência de imprensa, algo inédito, enquanto há muita gente alvejada e morta com armas de fogo pela Polícia da República de Moçambique (PRM) e que nenhuma alta patente do MINT tinha vindo a público dar alguma explicação em torno do sucedido. O MINT não se responsabilizou pelas cerimónias fúnebres porque “as forças da Lei e Ordem têm legitimidade de usar todos os meios possíveis quando há desobediência. É como na guerra, entre duas forças beligerantes vence apenas uma (...)”, afirmou o vice-ministro. Refira-se, contudo, que os três agentes que mataram Daúde não estão presos porque “ainda está a se avaliar em que circunstâncias isso aconteceu”, afirmou Madra.

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