Partindo da Base

Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

A minha foto
Nome:
Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

quinta-feira, julho 27, 2006

Politica

Congresso da Frelimo suportado pelo povo
O IX Congresso do partido no poder, a Frelimo, evento a realizar-se em Quelimane, Zambézia, de 10 a 14 de Novembro do ano corrente, vai ser suportado pelo dinheiro colectado nas populações nos bairros e trabalhadores do Aparelho do Estado, facto que divide a população. Fontes que pediram para não ser identificadas, fizeram-se ao A TribunaFax para denunciar que as estruturas de base, do bairro do Maxaquene “A”, fazem cobranças sistemáticas de dinheiro às populações, para eventos do partido de “batuque e maçaroca”. Esta denúncia surge devido a uma campanha de angariação de fundos, a terceira em menos de dois meses, feita segunda-feira última, que se destina ao pagamento da passagem de delegados da Frelimo ao Congresso. “Sobre a colecta de 5,00 MTn que está em curso, somente sei que destina-se à viagem de alguns dos delegados do partido Frelimo ao congresso”, disse uma fonte que pediu anonimato. “Esta é a terceira vez que se cobra dinheiro aqui no bairro, para tratar assuntos do partido Frelimo. No mês passado, os delegados da Frelimo andaram de casa em casa a cobrar dinheiro, alegando que era para a ida à Mbuzini. Da segunda vez, fomos obrigados a tirar dinheiro para a compra e confecção de alimentos, para o acolhimento de uma visita vinda do Comité Central da Frelimo”, contam as fontes. Funcionários de pelo menos três ministérios, do Trabalho, Educação e Cultura e Agricultura, contactaram o A TribunaFax, para manifestar descontentamento no que eles próprios chamaram de extorsão. “É uma extorsão. No Ministério onde trabalhamos cobram, obrigatoriamente, 10 mil, 20 mil e 50 mil meticais, respectivamente, para os trabalhadores com o nível básico, médio e licenciatura, alegadamente para apoiar os trabalhos do Congresso da Frelimo”. As fontes referem, ainda, que “nem querem saber se somos ou não da Frelimo. E porque temos medo de perder emprego, aceitamos essas cobranças, que acima de tudo, esse dinheiro dá falta”. Interpelada pela nossa reportagem, a delegada da Frelimo no bairro Maxaquene, Ana Maria, disse não saber das cobranças que estão sendo feitas no bairro da Maxaquene “A”. “Não tenho informações sobre a cobrança que está sendo feita no bairro do Maxaquene. O que tenho conhecimento é da colecta dos 5 mil meticais efectuada e que se destinava ao acolhimento da visita. Se o jornalista receber visita na sua casa, não pode servir água”-questionou. Ana Maria disse, antes, quando questionada se sabia ou não da colecta que está sendo feita para a passagem de delegados da Frelimo à Quelimane, que “realmente ouvi, mas não posso dizer nada”. Em seguida, perguntou de que bairro era o jornalista com quem estava a falar e, depois do mesmo ter dito que residia na Polana Caniço, a delegada disse: “contacte o delegado do seu bairro, o senhor Pedro Macome, para mais detalhes”. Duas interlocutoras abordadas pela nossa reportagem naquele bairro, e questionadas a cerca de onde teria emanado a ordem de colecta dos 5 mil meticais porta a porta, responderam-nos em coro que “não nos preocupamos em saber quem teria mandado cobrar dinheiro. O certo é que eles foram mandados. São nossos dirigentes do bairro, para além disso, somos moçambicanas e estamos sujeitas a essas contribuições”. Prosseguindo, disseram que “o jornalista quer fazer abortar a promessa que nos foi feita, a nós senhoras, de 7 biliões de meticais para o incremento de negócios”. As fontes disseram à nossa reportagem que a chefe da Organização da Mulher Moçambicana, OMM, no seu quarteirão, já fez o recenseamento, com o intento de descobrir as mulheres mais necessitadas e que precisam de ajuda. “Fizeram inscrição para a identificação de mães necessitadas, para se poderem beneficiar do financiamento com os 7 biliões de meticais. Registaram as casas, bem como as actividades desempenhadas pelas mamanas”, contam fontes, acrescentando que esse financiamento não vai discriminar as mães, independentemente da filiação partidária de cada uma. Segundo as fontes, decorre em simultâneo uma campanha de sensibilização à população, para tratar cartão de membro do partido de “batuque e maçaroca. Não foi possível falar com o secretário do bairro, porque “é responsável por uma escola e tinha ido trabalhar.” Não nos foi possível ouvir o maior partido da oposição sobre o assunto.