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Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

segunda-feira, julho 03, 2006

Por Recusar Pagar Suborno

Juíza manda deter cidadão ilegalmente
MAPUTO – Inlalamo Ali Mussa contactou a nossa Redacção para denunciar que a juíza do Tribunal Distrital Urbano Nº 1, 2ª Secção, mandou detê-lo ilegalmente por ter recusado pagar suborno que lhe foi exigido como condição para que o seu processo andasse. A Reportagem do A TribunaFax entrou em contacto com a juíza da causa, mas esta negou identificar-se, alegando que “não quero aparecer na Imprensa a prestar informações”, disse. Segundo o ofendido, a indução frustrada de suborno foi intentada por dois funcionários do cartório, nomeadamente, um homem e uma senhora, cujos nomes não conseguiu apurar. “Fui ao Tribunal, na última sexta-feira, 23 de Junho, para me informar sobre a data do julgamento do processo nº 404/06, mas dois funcionários daquela instituição, pediram-me que lhes pagasse em troca do julgamento, tendo se expressado nos seguintes termos: ‘para o seu processo andar, tem que pagar qualquer coisa”, facto que recusei”, disse Mussa. A fonte conta que em seguida interveio uma senhora que depois de ter lhe perguntado o número do seu processo, mandou-o aguardar na varanda daquela instituição judiciaria. De acordo com Mussa, passados cerca de trinta minutos, dois membros da Polícia, dirigiram-se a ele dizendo: "viemos te buscar". Entretanto, Mussa diz que se dirigiu com os polícias à pessoa que o mandara aguardar. Enquanto perguntava à senhora quanto tempo continuaria à espera, apareceu a juíza que ordenou a sua detenção. “A juíza vindo do seu gabinete, disse com arrogância: levem-no para a cela! Não o quero ver aqui!’". Mussa ainda teria perguntado à juíza o que havia feito para ser levado para a cela., facto que a juíza não deu conta, tendo insistido na ordem e em voz alta para que dois agentes o conduzissem aos calabouços. A caminho da cela, refere Mussa, telefonou para a ministra da Justiça, Esperança Machavela que disse naquele momento encontrar-se fora do País, e aconselhou-o a falar com o juiz-presidente daquele Tribunal. Ao acompanharem a conversa entre Mussa e a ministra, um dos polícias correu para informar à juíza, numa altura em que o outro, trancava a porta da cela, onde viria a ser posto em liberdade trinta minutos depois. Tentativas de contactar a titular de pasta da Justiça, Machavela, fracassaram. O assessor disse que a ministra estava em reuniao, tendo prometido contactar-nos logo que terminasse o encontro, facto que não acorreu. Ontem, `à margem da visita `a Conservatória dos Registos Comerciais, não foi possível chegar `a fala com a Machavela, porque no momento, o assessor convidou a ministra a não responder a nossa questão. No entanto, Mussa, conta que logo que saiu do calabouço, dirigiu-se à 1ª Secção do Tribunal Judicial do distrito Urbano nº1, Av. Olof Palmo, onde manteve um encontro com o procurador. Este, depois de ouvi-lo, aconselhou-o a contactar novamente a 2ª Secção, para falar com a respectiva procuradora. No entanto, a secretária desta mandou-o aguardar. “Contrariamente ao que esperava, fiquei à espera 4 horas, sem que tivesse sido atendido. Depois das 14 horas, a procuradora saiu e meteu-se na sua viatura. Segui-a, e junto à viatura, a procuradora disse: “ não me incomode, vou-te eliminar daqui”, conta Mussa, citando palavras da procuradora. Desesperado, Mussa ainda voltou ao Tribunal, onde junto à secretária, solicitou uma audiência com a procuradora, tendo a secretaria lhe aconselhado a contactar `a aquela instituição na terça-feira, 27 de Junho. “Quando cheguei ao Tribunal, ninguém me ligou. Posteriormente, fui ter com o procurador da 1ª Secção, na Olof Palmo que disse para que voltasse ao Tribunal da 2ª Secção porque a procuradora iria me atender. Posto isto, fui e quando lá cheguei, ao entrar, encontrei um polícia que me disse para que voltasse `a procuradoria na Olof Palmo, facto que cumpri. Na procuradoria da Olof Palmo, o procurador orientou-o que voltasse noutro dia porque, segundo explicou, “ procuraria saber porque razão haviam-me mandado voltar”, explica Mussa. Agastado com os magistrados, Mussa submeteu o seu caso à procuradora-chefe da Cidade de Maputo, Virgína Maria, pedindo a transferência do seu processo para outro Tribunal. A procuradora-chefe da Cidade disse que já tinha conhecimento do caso, porque haviam-lhe telefonado e que não era da sua competência decidir sobre a transferência ou não do seu processo para outro Tribunal, mas sim, do juiz-presidente do Tribunal do Distrito Urbano Nº 1. Em contacto com a nossa reportagem, a juíza do Tribunal do Distrito Urbano Nº 1, 2ª Secção, declinou prestar quaisquer informações. “Não estou autorizada a prestar informação à Imprensa. Se esse cidadão se achar injustiçado, que recorra, obedecendo trâmites preconizados na Lei”, disse. Tentativas de falar com o procurador da 1ª Secção do Tribunal Distrital Urbano Nº 1 redundaram num fracasso. Até às 11 horas da ultima sexta-feira, 30 de Junho, não havia chegado ao seu local do trabalho. Às 14 do mesmo dia não foi possível nos atender porque estava ocupado e está desde ontem de licença disciplinar, conforme a sua secretária nos deu a conhecer.

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