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Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

terça-feira, julho 11, 2006

Suprimento de barreiras alfandegárias

SADC leva empresas à falência O estabelecimento de uma zona de comércio livre ao nível dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento para a África Austral, SADC, poderá levar à eliminação do empresariado nacional, sobretudo a rede competitiva, ao encerramento de fábricas, aumento de desemprego e entre outras consequências nefastas, caso até o suprimento total das barreiras os produtos nacionais não apresentem qualidades que se equiparam ou superiores aos dos restantes membros da SADC. Esta informação foi avançada, ontem, pela directora nacional da Unidade Técnica para promoção dos produtos nacionais, Olga Gomes, aquando do lançamento do pedido à comunicação social, de cooperação na campanha made in Mozambique lançada 10 de Janeiro último. A iniciativa do Ministério da Indústria e Comércio, MIC, está em prol da reversão da situação da balança comercial moçambicana, que continua negativa, e deve-se consciencializar a população no que diz respeito ao impacto negativo que o consumo dos produtos importados, em detrimento dos nacionais, acarreta para o País, realçando os contornos alarmantes que o mesmo assumirá caso persista, com o banimento das tarifas alfandegárias e não alfandegárias ao nível da Região. Está em curso desde 2001, à excepção da África do Sul que se deverá integrar três anos mais tarde, o suprimento total das barreiras alfandegárias e não alfandegárias, espera que venha a efectivar-se em 2012. A balança comercial no País continua desfavorável, no atinente a trocas comerciais que faz com oito de um total de onze países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, SADC. Só em 2005, o País importou produtos diversos avaliados em cerca de 795 milhões de dólares americanos, contra aproximadamente 250 milhões de produtos exportados, o que significa que a balança comercial foi negativa em perto de 545 milhões de dólares americanos. Esta situação preocupa bastante o governo moçambicano, uma vez que se caminha rumo à criação da zona de mercado livre. Aliás, foi nesse âmbito que o Ministério da Indústria e Comércio, MIC, lançou a campanha made in Mozambique com, dentre outros objectivos, contribuir para a promoção das exportações, estimular o consumo dos produtos nacionais, melhoria da qualidade da produção, bem como criar uma imagem positiva sobre o País e produtos nacionais. De acordo com Gomes, no País regista-se uma mudança de atitude no concernente à opção pelos produtos nacionais em relação aos estrangeiros, o que constitui impacto positivo da campanha made in Mozambique. "A campanha made in Mozambique é positiva. Só para citar um exemplo, era difícil encontrar nos hotéis moçambicanos água nacional, mas a situação mudou. Não é fácil encontrar água importada nos hotéis", disse Gomes. "Em 2006 o Estado tem planificado para aquisição de bens e serviços um valor de cerca de 296 mil milhões da nova família do metical. Queremos que as empresas nacionais ofereçam produtos de boa qualidade e que satisfaçam a demanda", disse a fonte. Acrescentou, no entanto, que há cinco produtos cuja qualidade vai ser melhorada, dentre os quais o chá, água, produção da madeira etc. Gomes afirmou que "estamos a trabalhar no sentido de reduzir os custos de produção dos produtos, para serem oferecidos ao consumidor a preços competitivos." Referiu, também, que está em curso a melhoria de condições do laboratório, para a certificação da qualidade dos produtos. Está sendo realizado em Moçambique um estudo para a implementação do logotipo made in Mozambique. Porém, o mesmo já está a ser utilizado por duas empresas e cerca de trinta manifestaram o interesse de ostentá-lo.

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