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Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

terça-feira, agosto 22, 2006

EUA doa óleo alimentar

O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América, James Dudly, e o ministro da Indústria e Comércio, António Fernando, assinaram, ontem, um acordo para fornecimento de 45 mil toneladas de óleo de soja bruto, produto avaliado em de cerca de 43 milhões de dólares. O óleo será vendido aos processadores de óleo alimentar no País. De acordo com Dudly, o montante gerado pela venda irá servir para apoiar à economia moçambicana, com destaque para a comunidade empresarial e o governo, que será financiado em 1 milhão e 380 mil dólares para a melhoria da competividade. O Ministério da Indústria vai receber 945 mil dólares que se destinam ao aumento do acesso no mercado externo. Os fundos que resultarem da venda de óleo de soja em bruto, também se destinam à educação e formação em negócios, economia, gestão e agronomia no País, África do Sul e nos Estados Unidos, num montante de 35 mil e 400 dólares. O Programa Internacional Norman E. Borlaug de Ciência e Tecnologia se beneficiará de 120 mil dólares. O titular da pasta da Indústria e Comércio afirmou que a ajuda vai contribuir para a melhoria da dieta alimentar dos moçambicanos, bem como fortalecer o empresariado nacional. “A nossa indústria será mais organizada e competitiva. Mais postos de trabalho serão criados, o que contribuirá para a redução da pobreza absoluta”. Fernando referiu que as indústrias oleaginosas fornecerão o seu produto às agências humanitárias, para além dos demais consumidores. De acordo com a fonte, vai ser lançado um concurso público de modo a permitir a concessão do óleo de soja bruto aos industriais. “Apelo ao empresariado nacional para envidar esforços, de forma a corresponder às expectativas do povo, oferecendo óleo alimentar refinado e com a qualidade desejada. Os moçambicanos devem optar pela compra do óleo nacional, com vista a incentivar o empresariado nacional”, disse. Os Estados Unidos da América canalizaram para o apoio a Moçambique, cerca de 550 milhões de dólares, desde que começaram com a ajuda há 20 anos. O secretário-geral da Associação das Indústrias de Óleo e Podutos Afins, AIOPA, Feliciano dos Santos Muchine, disse ao A TribunaFax, à margem do acordo de doação de óleo de soja bruto, que a questão de óleo alimentar nacional é um falso problema. “O nosso óleo tem qualidade recomendada dentro dos padrões internacionais. As pessoas têm a ilusão de que o óleo importado tem melhor qualidade que o nosso”, afirmou Muchine. Questionado sobre a qualidade do óleo nacional que se solidifica a baixas temperaturas, a fonte disse que “o óleo seca devido à característica da matéria-prima usada, a copra, o que não acontece com o óleo de soja e girassol. O facto de o óleo secar não significa que seja de má qualidade. Tem qualidade aceitável para o consumo”, disse Muchine, ajuntando que “trabalhamos com uma equipa da Saúde que certifica a qualidade”. O director-geral da Fasol, Paulo de Carvalho, disse que a indústria de óleo está se reafirmando no País. O empresariado local está a trabalhar com o governo, no sentido de se fortificar medidas, em prol da proibição de importação do óleo alimentar. “O governo tem se demonstrado sensível ao nosso apelo, no atinente à adopção de medidas visando proibir a importação de óleo alimentar, de forma a se promover o óleo nacional”, afirmou de Carvalho. No entanto, a fonte acredita que a importação de óleo alimentar continua. “Continua a haver importação de óleo, sobretudo das fronteiras com Malawi e Zimbabwe, mas o cenário é diferente da altura em que o mesmo entrava através das fronteiras de Ressano e Suazilândia”, disse. A fonte revelou que a Fasol está a investir 2 milhões de dólares americanos para o aumento da produção diária de 30 para 150 mil toneladas diárias. O montante destina-se à melhoria da qualidade do produto. “A indústria tem pouco mais de 60 anos. Estamos a equipar o laboratório e a montar novas refinarias. Estamos a trabalhar no sentido de oferecermos óleo com vitaminas A e D, das quais a população moçambicana tem muita carência e que são importantes para a vida”, disse. A Fasol emprega 250 moçambicanos e tem um projecto de implantar 300 mil hectares na província de Manica, que vão dar emprego a 600 mil pessoas. A empresa produz 200 mil caixas por mês.

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