Partindo da Base

Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

A minha foto
Nome:
Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

sexta-feira, agosto 04, 2006

IGEPE processa “Zambeze”

O Instituto de Gestão das Participações do Estado, IGEPE, instaurou um processo judicial contra o semanário “Zambeze”, em protesto à notícia publicada na edição nº 201, dando conta que o PCA daquela Instituição exige 50 mil USD de comissão a tanzanianos, pela venda da Texmoque de Nampula. De acordo com o “Zambeze”, o PCA, Daniel Tembe, e o director-executivo, Silvestre Sechene, teriam, supostamente, recebido 50 mil dólares americanos cada um, de empresários tanzanianos, METEL, pela privatização da Texmoque. Segundo Tembe, o conteúdo da informação do “Zambeze” é completamente falsa, desprovida de qualquer fundamento e denigre gravemente a imagem, dignidade e o bom nome da instituição e dos visados. “O Conselho de Administração decidiu mandar os seus advogados interporem uma acção judicial, a fim da Instituição e seus dirigentes serem compensados pelos danos causados”, disse Tembe. Sobre a alienação da Texmoque, Tembe disse que a fábrica foi concedida a empresários tanzanianos, em detrimento dos nacionais, grupo Gulamo, porque, segundo afirmou, os tanzanianos avançaram uma proposta de um milhão de dólares e vão efectuar em único pagamento, enquanto o grupo Gulamo avançou uma proposta de um milhão e duzentos, mas em prestações. A fonte disse que há condições que o IGEPE deve observar antes de conceder empresas aos pretendentes. “Para além do cash, a outra condição é a capacidade que o investidor tem de cumprir com as garantias”. Sechele confirmou, respondendo à questão colocada pelos jornalistas, de ter conversado telefonicamente com um agente da METEL sobre a venda da Texmoque, mas diz não fazer a mínima ideia de quem terá sido. “Conversei via telefone com alguém da METEL interessada em comprar a Texmoque, mas desconheço a sua identidade, porque quem primeiro atendeu o telefone foi a secretária. Ademais, quando ligou pediu falar com o PCA e porque não estivesse atendi sem perguntar o nome”, afirma. Entretanto, a fonte afirma que os termos da conversa tida com tal pessoa foram distorcidos. “A conversa que mantive com a METEL cingiu-se a um milhão de dólares. A gravação foi manipulada e o autor é responsável”, disse. Por seu turno, o principal accionista da Texmoque, Frederico Magalhães, declinou pronunciar-se em relação a acusações que pesam sobre Tembe e Sechene. “Quanto às acusações de comissões nada tenho a comentar, pois, é pura especulação e difamação, portanto não merecem comentários. Contudo, gostava de adiantar que imagino que o crime de gravar pessoas e instituições seria mil vezes mais grave do que o das comissões”. Refira-se que o IGEPE apresentou uma queixa ao Conselho Superior de Comunicação Social, Sindicato Nacional de Jornalistas, Procuradoria Geral da República, Tribunal Administrativo e ao Instituto de Comunicação Social da África Austral, MISA.