O Instituto Nacional de Segurança Social, INSS, não honra seus compromissos, inerentes ao pagamento de subsídio de morte e indemnizações aos ex-trabalhadores da empresa de Segurança Industrial e Consultoria, Bassopa Lda., proclamada falida em 2004.
Consta do relatório da Bassopa em poder do A TribunaFax, referente ao ano de 2003, dirigido ao Ministério do Interior, MINT, datado de 30 de Abril de 2004, que o INSS não honra compromissos respeitantes ao pagamento de subsídios, em caso de morte de trabalhadores contribuintes.
O jornal teve acesso a essas informações, numa altura em que os ex-trabalhadores da Bassopa estão agastados, pelo facto de passar muito tempo após a empresa ter encerrado as portas, com salários em atraso, subsídios e indemnizações a familiares de falecidos e, apesar dos trabalhadores terem descontado para o sistema de segurança social, nem a Bassopa, nem o INSS ousaram indemnizá-los.
Antes da Bassopa ir à falência, comprometeu-se em pressionar o INSS, com vista a honrar com compromissos para com trabalhadores, uma promessa que não passou de miragem.
“Tendo reconhecido que a empresa procede regularmente ao pagamento das contribuições aos trabalhadores do INSS, visto que esta Instituição não honra com compromissos respeitantes ao pagamento de subsídios em caso de morte de trabalhadores, o departamento dos recursos humanos, órgão sindical e a direcção da empresa, envidarão esforços no sentido de pressionar o Instituto Nacional de Segurança Social, a proceder ao pagamento e emissão de cartões de contribuinte", lê-se no relatório.
Fontes próximas ao então director-geral da Bassopa Lda., Henderikus Son, que pediram para não ser identificadas, garantiram ao A TribunaFax que a Bassopa não canalizava ao INSS os fundos descontados aos trabalhadores.
"Não obstante, a empresa descontava aos trabalhadores para o sistema de segurança social, mas não canalizava ao INSS. Não temos a mínima dúvida quanto a isso”, sentenceiam.
Esta afirmação surgiu em resposta à indagação sobre os motivos que teriam levado a Bassopa a pagar uma parte de indemnizações aos familiares dos trabalhadores falecidos, em montantes bastante reduzidos (alguns chegaram a receber apenas 1 milhão e oitocentos mil meticais).
Segundo as fontes, há ex-trabalhadores que de uma vez a outra, afluem às instalações de Maputo International School, atrás de Henderikus Son para exigirem seus ordenados, porque ele se faz presente com regularidade naquele estabelecimento de ensino, acompanhando seus filhos.
A nossa reportagem contactou alguns ex-trabalhadores da Bassopa afectos à empresa de segurança Arkhé Risk Solutions, Lda., que dizem estar desesperançados quanto ao pagamento da indemnização alusiva ao tempo em que estiveram a trabalhar para a Bassopa.
“Estamos desesperados. Teremos a mesma sorte que os nossos ex-colegas que não foram integrados na empresa de segurança Arkhé Risk Solutions, Lda. Foram à rua engrossar o número de desempregados com 8 ou 10 anos de serviço e, para além de salários e subsídios não pagos, não receberam a indemnização e há outros que já morreram", afirmaram.O A TribunaFax entrou em contacto com o INSS para aclarar a penumbra que paira sobre o envio ou não dos montantes descontados pela Bassopa Lda. Não foi possível ter resposta satisfatória, porque era condição necessária requerer ao director daquela instituição e, segundo explicaram-nos, iríamos receber como resposta uma carta selada, dando conta se os fundos eram ou não canalizados pela Bassopa. Acompanhamos de longe os trâmites recomendados.
1 Comments:
Nada de isto me surpreende, estes Senhores apos roubarem os trabalhadores irão continuar impunes? Este caso de vigarice corre na familia, a esposa do Senhor Henderikus Son, Senhora Elena Son è perita em roubar o Ministerio das Finanças, abre e fecha empresas imobiliarias, Prestige Properties, MPI, nestas duas facturou centenas de milhares de dolares, nunca os declarou e depois fechou as empresas pagando para que os processos dentro do Ministerio desaparecessem. Ela agora tem a empresa Homes & Gardens mediadora de imoveis na Sommershield onde os trabalhadores poderam encontrar o Marido e poderam ver que o dinheiro deles que esta investido num empreendimento imobiliario das barreiras da Julius Nyerere e contas chorudas em Dolares no Banco de Fomento.
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