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Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Patrão nega seu trabalhador

A viúva do ex-trabalhador da Bassopa Lda., que em vida respondia pelo nome de João Celiano Malolo, Mariana João, acusa o então director-geral e sócio maioritário da empresa, com 95 por cento das acções, Henderikus Son, de ter negado reconhecer o seu falecido marido. João disse ao A TribunaFax, que na tentativa de voltar a requerer junto ao Instituto Nacional de Segurança Social, INSS, para poder desfrutar dos seus direitos, contactou Son para que lhe passasse uma declaração, que confirma que o malogrado João C. Malolo foi seu empregado, ao que Henderikus Son negou. “Contactei Henderikus Son para me passar a declaração no mês corrente, mas ele me disse que a pessoa havia perdido a vida há muito tempo e, por isso, nada podia fazer. Ele falou comigo depois de muita insistência, porque dizia que não teria conhecido nenhum João C. Malolo, além de ter afirmado que a empresa havia afundado e não tinha nem sequer carimbo”, disse João, acrescentando que “com um tom de desprezo e arrogância, Son disse para que fossemos ao Tribunal, porque o processo se encontra lá, tendo, em seguida, negado facultar o número do referido processo”. A fonte promete não recuar antes do desfecho do assunto. “Apesar de Son não ter aceite passar a declaração, não vou parar. Levarei este caso até às últimas consequências”, promete João. A viüva de Malolo disse que o então secretário do Sindicato da Bassopa Lda., actual sindicalista na empresa Arkhé Risk Solutions Lda., Emílio Niquice, foi a pessoa responsabilizada pelo pagamento da primeira prestação, referente à indemnização aos parentes dos 8 trabalhadores da Bassopa falecidos em 2003. "Quem pagou a primeira prestação da indemnização foi o secretário do Sindicato da Bassopa, Emílio P. Niquice", disse, exibindo a respectiva declaração assinada para efeitos de comprovação. Em contacto com a nossa reportagem, Niquice confirmou que os familiares dos falecidos não receberam todo o dinheiro. “São muitos os casos de pessoas que morreram e que os seus familiares não foram pagos a indemnização. Mesmo aos que foi possível pagar, apenas uma parte, não receberam todo o montante em causa", afirmou. Continuando, a fonte afirma que João foi a pessoa que recebeu mais dinheiro, quatro milhões de meticais. "Devido ao facto do seu falecido marido ser de Cabo Delgado, tive pena dela”, disse, ajuntando que o Comité Sindical da Bassopa redigiu uma carta à direcção da empresa, pedindo dinheiro para pagamento de subsídio de morte aos trabalhadores. "Já passavam 9 a 11 meses após a morte de alguns trabalhadores, ainda não haviam sido pagos e como se não bastasse, outros não haviam recebido dinheiro para a compra do caixão", disse Niquice, para, de seguida, reiterar que "foi graças à pressão do sindicato e familiares dos falecidos que puderam receber o pouco que tiveram, porque causava bastante angústia vermos familiares dos nossos antigos colegas a passarem por condições desumanas, devido à falta de dinheiro para regressarem às suas proveniências, uma vez que nem todos haviam sido recrutados em Maputo". Questionado sobre o critério de estabelecimento do valor a pagar aos beneficiários, Niquice deu a conhecer que era condição imprescindível, que o trabalhador tivesse no mínimo um ano de serviço, e a fórmula usada foi a de seis vezes o salário base para todos, independentemente dos anos de trabalho que os malogrados haviam prestado à empresa. “Mesmo se todos os beneficiários tivessem recebido os seus valores, alguns teriam saído a ganhar, enquanto outros teriam perdido, porque há trabalhadores que morreram quando tinham, por exemplo, 10 anos de serviço e de submissão ao desconto do valor para o seguro social, contra outros que somente tinham entre um a três anos”, disse Niquice. Refira-se que o malogrado João C. Malolo, por exemplo, morreu quando já havia completado oito anos de serviço e de pagamento de segurança social. Lê-se no seu cartão de beneficiário: Cartão N° 911133779; Admitido em 14/09/1995. Tentativa de ouvir Son fracassou, porque se encontrava ausente do local de trabalho.

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