Partindo da Base

Este blog foi criado no âmbito da aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas de Jornalismo On line, uma cadeira ministrada no segundo semestre do II ano, na Universidade Eduardo Mondlane. Este blog faz alusão a assuntos políticos, económicos, sociais pessoais do único membro do presente blog e entre outros assuntos. Vale dizer, é generalista. Os conteúdos nele contidos são da inteira responsabilidade do seu autor.

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Localização: Maputo, Polana, Mozambique

Sou um jovem estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. Sou uma pessoa com muita vontade de aprender, de conhecer cada vez mais pessoas novas, lugares novos... Detesto por natureza todas mulheres viciadas, vale dizer, que abusam o sexo, as bebidas alcoólicas e o fumo. Pior ainda, aquelas que até consomem drogas. Adoro tanto assistir "clipes" de música rap.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Socio da Bassopa nao dá cara

Fontes próximas da gerência da falida segurança privada, Bassopa Lda., dizem que o sócio minoritário daquela empresa, Alkis Jorge Macrópulos, nunca quis dar a cara aos trabalhadores, mas a “saúde” da empresa lhe obrigou a assumir a gerência. “Macrópulos passou, junto ao Primeiro Cartório Notarial, uma procuração, aos 27 de Julho de 1999, conferindo poderes ao Henderikus Son para que livremente gerisse e administrasse todos os negócios referentes a Bassopa” contam as fontes, acrescentando que “Son levantava dinheiro em bancos, assinava cheques e demais títulos de crédito, sem precisar que Macrópulos intervisse na qualidade de sócio”. Alías, a sustentar as suas declarações, as fontes exibiram-nos a aludida procuração. Segundo as fontes que vimos a mencionar, Macrópulos não aparecia perante os trabalhadores como um dos sócios, porque, segundo afirmam, temia perder a reputação que tem em Moçambique como bom gestor de empresas e experiente na negociação laboral e industrial, porque, de acordo com elas, os problemas “nasceram” com a Bassopa e foram recrusdecendo até que a empresa faliu. Prosseguindo, os nossos interlocutores afirmam que Macrópulos teria começado a aparecer ao público, na altura em que a Bassopa entrou numa crise jamais conhecida. “De tanto não honrar compromissos para com os trabalhadores, Son já não conseguia, ao menos reunir-se com os trabalhadores. Foi nessa altura que Macrópulos começou a aparecer a assinar os documentos, na qualidade de director administrativo”. No relatório da Bassopa em nossom poder, consta que “em 2003 a relação entre os trabalhadores tornou-se pior que nunca e graves problemas disciplinares começaram a surgir...No final do ano, tornou-se impossível para a direcção realizar reuniões gerais com os trabalhadores, sem que fosse insultada, trancada à saída quando tentasse explicar explicar a situação...Em dezembro a situação tornou-se péssima...” Ademais, refere uma fonte ligada à Macrópulos, que foi graças àquele homem que as seis famílias que perderam parentes na Bassopa puderam receber uma tranche de indimnização. “Recordo-me de Macrópulos ter me dito que os cerca de 18 milhões de meticais indemnizados aos familiares dos mortos em 2003, não eram da empresa, mas sim, saiam do seu próprio bolso. Ajuntou que “quando chegava o tempo de salários íamos ter directamente com Macrópulos e a presença de Son não era relevante na empresa.” As fontes vincaram que Macrópulos desembolsou os perto de 18 milhões de meticais, cedendo à pressão do sindicato, porque o então director geral e sócio maioritário da Bassopa, Henderikus Son, dizia, quando abordado em relação à indimnização dos mortos que “vamos esquecer os mortos. A prioridade é para os vivos. Nem conseguimos pagar salários aos que estão no activo”, citam a Son.“Macropolos tentou minimizar as dívidas da Bassopa, mas não era possível eliminá-las porque eram tantas”, dizem.